sábado, 27 de fevereiro de 2010

Crônica: Nomes

Há um hábito cultural de se homenagear alguém a partir da escolha de um nome, de pessoas próximas às idolatradas e distantes. Nomes surgem como “bênçãos” dadas a alguém na esperança de que siga determinado caminho, muitas vezes como um desejo indesejável no caso dos intitulados. Não há motivo aparente para a escolha de um nome, pois os motivos são múltiplos para nomear ou renomear indivíduos.

Há nomes mais complexos que outros e que são muitas vezes copiados de um “nome artístico” de alguma personalidade. Dentre esses nomes há os mistos e ou exóticos, famosos apenas por serem diferenciais.

Há também nomes discretos que ao se juntarem formam um casamento cercado de estranhamento desde o primeiro contato, mas que percorrem vidas inteiras se suportando no silêncio e na ausência de apelidos ou até mesmo a própria ausência de um dos nomes na voz alheia.

Dentre os mistos, há também nomes nada discretos, oriundos de uma idéia criativa e solta ou de uma falha e forçada intenção de homenagear mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Estes, geralmente, se tornam um enigma em sua originalidade para os estranhos, mas únicos para os íntimos.

Bênçãos ou maldições, os nomes podem dizer muita coisa por algumas associações ou simplesmente não dizer nada. Entre anjos e ídolos, geralmente são as descrições mais imprecisas e aleatórias das pessoas, herdadas por vontades alheias de esperança e admiração a terceiros. Como dizia o ditado, “santo de casa não faz milagre”.

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