sábado, 30 de janeiro de 2010

Festa alternativa

De cara, que exótica gente!
Nos corredores d'um "apê" quente,
Amores aleatórios em busca
De compartilhar sentimentos
Ou pelo menos sensações
De intensos momentos

Na sala, aquela banda
Que fará sucesso um dia
E todas as formas de arte
Em desmembrada harmonia...

...E as homenagens aos poetas
Injustiçados pela sociedade
Que, com personalidade,
Encontraram a liberdade
De uma festa alternativa
Em algum buraco da cidade!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mistério de um segredo...

Hoje, resolvi
Acreditar no que,
Um dia, vi:
Não acreditei que...

...Um dia, pudesse ver
Tal acaso acontecer!
Um caso inesperado,
Quem teria acreditado?

Meu Deus, quanta sorte!
Ou seria, talvez, azar?
Levarei este segredo à morte
Pois ninguém iria acreditar...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Aprendizado inusitado na rua (crônica)

Certa vez, um sujeito me parou na rua e, para minha surpresa, me pediu atenção. Estava desempregado e, portanto, só lhe restou ser mendigo. Porém, vi nele muito mais que a miséria das ruas. Vi sua fé em rever a família, que segundo ele, morava no interior de São Paulo. O que queria? Aparentemente, apenas um aperto de mão e a compreensão que raramente tivera, dizendo sempre que iria reencontrar, um dia, sua família.

Esse homem que andava já sem rumo, entre as calçadas sujas e a esperança sincera de alguém que, nostalgicamente, chorava pelas pessoas que amava, querendo reencontrá-las, pediu para me mostrar suas fotos com a família e compartilhar curiosidades interessantes sobre sua vida.

O mendigo foi, segundo sua carteira de trabalho, trabalhador rural, operário, entre outras profissões honestas, até que não conseguiu mais emprego e virou um morador misterioso das ruas.

Comecei a ver esse encontro inesperado não como uma boa ação, mas como um sinal de que deveria ser mais solidário com o próximo e não ter medo de ajudar as pessoas desfavorecidas sempre que houvesse oportunidade.

Porém, refletindo, aprendi mais do que isso! Aprendi que as pessoas também se alimentam de alma e não só do pão de cada dia. Me senti bem quando vi reações positivas do sujeito que, emocionado, compartilhou momentos de saudades e emoção. A vida necessita do sustento, mas o que seria da vida sem o sustento da alma? Posso dizer que aprendi, com aquele mendigo, que a garra e a alma movem as pessoas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Musa das noites em claro...

Te quero em noites brancas
Para preencher meus sonhos!
Te espero, vagando em desejo
Mas as noites passam e não te vejo...

Os sentidos pedem
A voz macia num soprar
Que o vento vem trazer,
Ainda que a me enganar...

Quando chegarás, minha flor?
Fico a te esperar, em dor,
Como um beija-flor
Que espera, eternamente,
Que brote seu amor...

No trem...

As lembranças que ficarem
Por onde esses vagões passarem
Não passarão de miragem,
Memórias de breve passagem...

Sobre o caminho, já cansado,
Deixando para trás o passado,
Viaja em sonhos incertos
O passageiro, aliviado
Numa viagem sem destino
Pelos árduos caminhos da vida...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tuas curvas!

No horizonte macio,
Deitam tuas ondas
No meu corpo, suavemente!...
Num calor envolvente,
Envolvemo-nos de prazer,
Assim, formando um só ser.