sábado, 31 de dezembro de 2011

Dor na esquina

Cruzou com a Dor na esquina...

Perdendo-se em passos tortos,
Tentou esquecê-la em seu peito...

Esquecera, então, de si mesmo,
Afogado em álcool e lágrimas...

sábado, 26 de novembro de 2011

Silêncio (haicais)

Sentir-se ausente,
Lutando contra o tempo
No correr da calma...

Faz-se a prisão
Num coração já fechado
Por gritos calados.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O ato

É arte o ato de sorrir!
Driblar a vida com a garra
Dos que têm de existir,
Num gesto revolucionário,
Sem jamais deixar-se cair
À tentação esnobe da dor
Em dias pesados a surgir
Na vida de um trabalhador.

sábado, 5 de novembro de 2011

Luz (trova)

Se memórias eu deixar
Na alma d'um novo ser,
Serei luz no caminhar
De um grão a florescer.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Noites em claro

Vago no silêncio de noites em claro,
A sussurrar, calado,
A minha dor...

Engano ilusões que brotam,
Como flor, em meu peito
Marcado por tanto amar...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

No espelho (haicais)

Parou num instante,
Olhou para o espelho,
Viu-se em pedaços.

Era ele mesmo,
Mas intimamente.
A si estranhou.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amores perdidos (trova)

Dói no peito a saudade
Dos tempos em que o amor
Fez brilhar felicidade
A esta alma já sem cor.

sábado, 24 de setembro de 2011

Fé (trova)

Ao acaso ponho fé,
Com asas postas ao vento,
Para me manter de pé
Se bater-me um tormento.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Assuntos de barbearia

Ao passar por uma galeria comercial, julgando que já havia muito tempo que não cortava o cabelo, resolvi que seria aquela a hora definitiva de entrar numa barbearia, conhecida de longa data, quando avistei um conhecido oferecendo-me então sua cadeira de trabalho, como se fosse um trono, após um aperto de mão. Depois de anos tendo meu cabelo cortado por diferentes profissionais, me parece que essa é uma etapa muito comum nesse ramo, quase uma regra, podendo variar da boa vontade de quem faz o serviço.

Porém, há outras passagens no ritual de se ter o cabelo cortado, incluindo as conversas sobre qualquer assunto que seja julgado como de interesse público. Quando não há filosofia ou opiniões relacionadas, são geradas piadas, algumas similares às de boteco. Tal semelhança talvez explique a tradição das “grujas”.

Vale ressaltar também a importância dada à atualidade do acervo disponibilizado no local aos seus consumidores - fator de abundante relevância -, que engloba de jornais diversos a revistas com conteúdo mais interessante, contendo belas paisagens que geram grande admiração a qualquer ser do gênero masculino, principalmente quanto às de natureza ímpar, realmente impressionante, que só teríamos chances de ver em casos especiais, como desfiles de Escolas de Samba ou programas de TV.

Automaticamente me entregando uma dessas revistas para passar o tempo (muito interessante, por sinal), o sujeito me perguntou:

- Máquina 2 ou 3?

E teve como resposta:

- 3, por favor! É que com a 2, o cabelo fica muito curto...

Durante o corte, fiquei preocupado em analisar o conteúdo do que estava em minhas mãos e, ao mesmo tempo, botar a cabeça na posição certa para que o camarada conseguisse fazer uns acertos que exigiam pouco movimento.

Hora ou outra, me faziam perguntas relacionadas ao cotidiano, gerando sempre uma espécie de mesa redonda em torno de um mesmo assunto, com discussões das mais diversas, com toques de pessoais a críticos ou nostálgicos, mas nunca perdendo o humor.

Meu pranto (trova)

É chaga por trás d’olhar
A dor que vem implorar,
Jorrando tanto chorar,
Meu pranto que não tem lar.

sábado, 17 de setembro de 2011

Enfim (trova)

Já é hora de deitar!
Da lua, imposto fim.
O tempo vem repousar.
Vão-se os dias, enfim!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um haicai só

Em tom de lamento,
Ter apenas a si mesmo:
Chaga por ser menos...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O grito

- Onde estás, Amor?
E a noite fria ecoou,
Adentrando o vazio,
Minha dor exposta,
Sem deixar resposta
Ou ar de satisfação
Ao grito do meu coração.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Momentos

Momentos pousam em meus ombros!
E então, com seu peso sentido na alma,
Encontro-me cercado por emoções.
Empurram-me para o hoje,
Mas deixam marcas eternas,
Entre lágrimas de saudade
E suspiros de felicidade.

Que passem os dias

Dias batem à minha janela...
Trazem do frescor das manhãs
À brisa cansada de noites em claro,
Suspirando silêncio ao palpitar
Do ritmo dos meus sentimentos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Amor ausente (haicai)

Sem tê-la nos braços,
Seguindo pelo vazio,
Sou dor sem você!

Essa dor... (haicai)

O que dói no peito
É o sentir escorrendo
Pedaços de mim...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Estação de lágrimas

Do choro que minha face expõe
Às chagas que na alma restam,
Sou alma em busca do abismo,
Tentando fugir de sentimentos
Para livrar-me do próprio eu.
Morro a cada suspiro de dor,
Vivendo dias sem fé ou amor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Rotina em pedaços (trova)

Esquivo-me dessas pedras,
Deixando pelo caminho
Toda dor e as mazelas
De quem segue já sozinho.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Adeus, amor (trova)

É rumo que já não sigo
O sabor do beijo teu...
É dor, que a ti suplico,
A falta do próprio eu!

domingo, 7 de agosto de 2011

Rua deserta (haicai)

Caminho, fugaz,
Pelo silêncio que diz:
Que paz infeliz!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Detalhes

O que os minuciosos detalhes são
Senão cicatrizes entre a perfeição?
Traços da artificial beleza
Em que o escape impera,
Tapando a natural riqueza
De quem da vida espera!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desabafo

Estas palavras jogadas ao vento
Não são mais que um desalento,
Mas o puro sentir de um momento
Que sai de mim em tom de lamento.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Desencontro (trova)

Das emoções em comum,
Trocaram raras palavras,
Sem deixar sentir algum...
Por fim, só restou estrada!

Forasteiro

Fora logo recebido com estranhamento,
Mas trocou migalhas por conhecimento.
Ficou íntimo depois de certo tempo,
Da plebe viraria um novo membro,
Até que na alma bateu-lhe um desalento...

Foi buscar, então, o que sempre procurou.
Nunca mais foi visto e nada ali restou...
Esperança cavalgando sem nação,
Virou lenda perdida no sertão...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Urbanos

Na rua, a massa é exposta
Por um povo que ainda crê
Que um dia haverá resposta
Para tudo o que aqui se vê

Transitam tipos distintos
Por caminhos em comum.
São vidas que se suportam
Na cruel lei da sobrevivência!

A hora do "rush"

“Há uma saída logo ali!”, avisou-lhe a consciência, ansiosa. A realidade, porém, não dava passagem. Em meio à competição imóvel entre os carros, vendedores passavam oferecendo bobagens para que pudesse passar o tempo que o acaso tornava inútil.

Ele ligou então o rádio para saber das notícias, na esperança de ouvir uma alternativa ou, pelo menos, uma estimativa de quando sairia do caos. Porém, os ruídos do aparelho não falavam nada a respeito de sua condição, como um oráculo falho, nunca antes tão desejado e ao mesmo tempo tão odiado.

O motorista se irritava a cada mudança no botão, se desesperando ao esperar atentamente uma resposta imediata. Porém, o trânsito não fluía, o que já quase havia esquecido. Olhava para frente, para os lados e tentava perguntar aos gritos, em meio às buzinas, o que tinha acontecido e como aquele caos foi gerado.

Passado um longo tempo de imobilização, o trânsito começava a fluir numa sintonia confusa. Apreensivos, os motoristas pareciam mais atentos de uma forma geral. As buzinas se calavam, assim como o silêncio que se formava por uma expectativa em massa.

Já mais a frente, os carros começavam a ser liberados aos poucos. Naquele instante, se soube que havia sido um acidente entre dois carros o que causara toda aquela mobilização, então já “compreendida” por todos.

Uma espécie de mistura entre o alívio da própria locomoção e certa dose de pena alheia pelo acidente se aflorava, logo caindo no esquecimento apesar da gravidade da batida, na medida com que a cena se tornava cada vez mais longínqua.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lar de papel (trova)

Em dias de morto céu,
Há vida a compensar!
Adentro-me no papel,
Abrigando meu pensar!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Semáforo, palco da desilusão...

Era um menino qualquer entretendo,
Com o desespero da fome e do medo,
Seu público invisível por trás de vidros fóbicos.
De janela a janela, portas sempre fechadas...
Uma barreira fixa a distância entre ambos os lados,
A cada peça de tom escuro e imóvel,
Tentando ser rompida pela comoção
Numa falha tentativa de humanizar-se...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Novos ares

Para que as lágrimas sequem diante da desilusão,
Preciso jogar-me a um vento sem volta... Voar talvez!
Hei de sentir uma brisa que traga ares de esperança,
Deixando-me levar por um turbilhão de amor qualquer...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sonhar, um delírio...

Sonhar é sentir com asas
Os frágeis passos do paraíso,
Flutuando em pensamentos,
Que, surreais, enganam a vida!
Desilusão que brota do desejo,
Clamando para que seja verdade...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Manhã de feriado

Sinto a brisa fresca ao acordar!
Em doses lentas, a paz vem sussurrar
No canto dos pássaros que hei de escutar
Ou ainda d’um solitário assobiar...
Sem pesar, meu pensar é leve
E pelo mesmo levo o dia, a caminhar...
Usufruo de cada momento raro,
Pois o tempo é livre enquanto se vive!

domingo, 12 de junho de 2011

Madrugada adentro...

Vagam as horas vagas,
Percorrendo o silêncio
Das noites em claro...

Entre certezas frágeis,
Expostas na luz intrusa
De um quarto vazio,
Suplico a mim mesmo
Que descanse em paz!...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lágrima (haicai)

O sentir que implora
Aflora-se como chaga
À dor de quem chora...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Versos engasgados!

Já não vejo graça no mais sincero dos sorrisos,
Pois nos olhares mais ingênuos há sempre a dor dos aflitos...
Suporto-me diante de tantas máscaras,
Pois ser ou não ser não é mais uma questão...
Resta apenas fingir que está tudo bem lá fora,
Enquanto minha alma, intacta e calada, chora...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pesadelo (trova)

De um sonho já sofrido
Pelo sono de quem dorme,
Ergue um sentir aflito!
Em vida, teme ser morte...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um sonho impossível...

Avisto-me na paisagem!

Na audácia de um sentir completo,
Uma maré de intensas sensações
Vem despejar desejos onde não piso...

Percebo então que acordo, aflito,
Lamentando a vida que vem à tona...
A maré já não me faz flutuar,
Traindo a paz de me enganar...

domingo, 1 de maio de 2011

Soldado

Lá vai o escravo de si mesmo
Pelos campos da guerra sem fim...
Marcha entre a vida e a morte,
Em busca de um ideal: seu fim!
Glorificação ingrata que não viu
Os estragos causados por um vulgo heroísmo,
Que com fervor se transformou em egoísmo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Triste sinfonia (trova)

A melodia que choro
É uma mágoa que imploro
Expulsando esta dor!
Em silêncio, o amor...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Sinto muito..."

Não há um pingo de esperança entre as lágrimas que despejo!
Apenas um vazio que mata, aos poucos, todo tipo de desejo.
É uma ausência egoísta que gera em mim o sofrer do medo
De ser alguém a mais suportando o próprio peso...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Errante (trova)

Se não há jeito algum,
Caminho, em torto passo,
Pela dor que faz comum
A mania de fracasso...

Mero sonhador (trova)

Há sempre um que critica
Os que sonham nesta vida,
Mas hei de seguir a sina
De quem foge da rotina!

Sorria

Quando lágrimas transbordavam chagas,
Um gesto resgatou-me a esperança!
Sorriu, como num ato de bravura,
A inocência pura de uma criança.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Triste diagnóstico (trova)

Quem sofre deste chorar,
Tem n’alma seu despejar
Como chaga por sentir
A dor d’um amor partir...

sábado, 26 de março de 2011

S.O.S (trova)

Com imposta covardia,
Deixamos, por ambição,
Nas ruas, dia após dia,
Corpos expostos ao chão...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flor de espinhos

Seria esta infeliz realidade
Castigo que os céus vêm despejar,
Entre as lágrimas de saudade
Que por ti hei de transbordar?

De mágoas, basta este sentir!
Pelos mais tortuosos caminhos,
Descrente, porém, hei de seguir...
Não peço que voltes, apenas tenha dó de teus espinhos...

...Pois estes são a impura chaga
   Que me machuca a alma,
   Marcas que sangram desilusão
   Num jardim rubro e quase deserto
   Que sempre habitarás! Ó, indesejada musa!
   És paraíso perdido que esconde o inferno!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sonhos e ilusões (trova)

A dor que me faz morada,
No calar da madrugada,
Clama por felicidade,
Entre sonhos de saudade...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Circo caótico (trova)

Frente à televisão,
Fome finge ser passado...
Entre circo e o pão,
Nosso caos é celebrado...

Um sonho de paz (haicais)

Juntando meus restos,
Encontrei muitas lembranças
Esquecidas n’alma!

Nostalgicamente,
Revivi alguns momentos,
Num sonho de paz!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Na terra de 'Caras' e bundas...

De fato, há certo voyeurismo no consumo das revistas mais famosas em consultórios médicos. Entre fofocas, futilidades e ou opiniões tendenciosas, pessoas esvaziam suas cabeças num contraditório ritual que tem como objetivo máximo a hipócrita admiração pelo “glamour” da vida dos famosos.

Pessoas de quaisquer classes sociais são atraídas pelo mundo de fantasia gerado em torno da especulação dos famosos e seus hábitos, por mais absurdos ou mascarados que sejam, em matérias “hiperproduzidas”.

Qualquer motivo que aproxime os “mortais” dos mitos instantâneos, ou melhor, famosos, como um casamento em uma ilha distante e badalada ou o nascimento de um bebê, é motivação para que os curiosos de plantão dêem aquela “espiadinha”.

Falando em espiar, o que dizer da obsessiva audiência do público que torce para que um desconhecido ganhe um milhão de reais, mesmo que lhe dêem apenas entretenimento gratuito para que esqueça sua própria realidade?

Constantemente, nos maravilhamos com uma vida ilusória, nos contentando com o escape estampado pelas diferenças em nossa sociedade, esquecendo sempre que temos que construir nosso conhecimento cotidiano para evoluirmos como cidadãos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carnaval

Surge grande fantasia!
Maestro da própria vida,
O povo, com alegria,
Faz d’arte sua avenida!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Aos amigos

Ao reunir meus amigos,
Hei de achar felicidade,
Refletida num sorriso
Que traga sinceridade!

Sonhando...

Sonhando, viver é paz,
Mundo de satisfação!
Nenhum sentir é capaz
De parar o coração!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O berço dos poetas! (trova)

O calar da madrugada,
Aos que sofrem de paixão,
Vai sempre ser a morada
Dos sonhos de perdição!

Teus restos

Carreguei todos os teus restos
Num sentir que não dorme em paz...
Como enterrarei os tormentos d’alma
Se nem mesmo tua despedida foi capaz?

Nos meus olhos, o revolto tormento
Que desprezaste! Todo o sentimento
Por ti, ao chão, em soluço despejado,
Fez-se poça de um coração transbordado!

Sozinho (trova)

Sozinho, choro a dor
D’um eterno sentimento...
Entreguei-me com amor,
Mas recebi sofrimento...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Distante? (trova)

Lembrando do seu olhar,
Ao luar que, longe, brilha,
Saudades vêm torturar
A emoção escondida...

Meu caminhar (trova)

Não tenho a mesma fé,
Mas não perderei os passos!
Vou seguir, sempre de pé,
Desviando dos fracassos...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lágrimas (trova)

As lágrimas, escorrendo,
Em tua face calada,
São banhos do sentimento
Que d’alma se fez morada!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Aniversário (trova)

Menos um ano de vida...
Restou-me comemorar
Uma nova tentativa
De um dia melhorar!

Haicai romântico

Buscar o sentir
D’alegria em amar
É viver em sonho...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O vôo da paz que não volta...

Teu sorriso voa cada vez mais distante,
Fugindo do carinho que, por ti, despejo ao nada,
Até que eu não possa mais encontrar,
Entre as nuvens, numa tentativa desesperada
De algum tipo de paz buscar
Ou qualquer coisa que consiga enganar
Esta falsa calma
De um coração doente
Que traz na alma,
Onde quer que pouse,
A tua falta...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ao vazio...

Minha máscara de choro carregada
Tem o peso que só na alma se sente!
Nas entranhas da dor encontrada,
Eu, fraqueza em forma de gente!

Ao vazio, jogo em versos
Esta alma de tristes cores,
Por caminhos já dispersos,
Entre acasos e dissabores.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Teu olhar (trova)

Ao olhar pelos teus olhos,
Meu amor se faz certeza!
Quero tê-los ao meu lado
Como fonte de pureza!

Sonhar (trova)

Sonhar é um caso raro!
Da vida, remédio bom,
Que faz acertar o passo,
Transformando dor em dom!