sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ao povo que luta


Erguem-se cansadas suas enxadas!
Quase mecânicas são as mãos inchadas
De um árduo caminho que se fez estrada...

Gritos clamam a hora de chegada
Mas o que ecoa é a ordem do patrão:
“Quem parar não ganha um pedaço de pão”

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pedras no caminho...


Busco, na extensão do vazio,
Sinais quaisquer de esperança.
Esqueço, num desalento frio,
Minha carência de bonança...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sol


Olhou da janela
O céu banhado de luz:
- Que dia de paz!

sábado, 30 de junho de 2012

Benção

Com meus joelhos dobrados,
Encontro paz em meu ser.
Recebo d’Ele, calado,
Mais um dia “pra” viver!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ela!...


Em meu coração
És um pedaço de amor,
Mulher que desejo!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Estranha saudade...


Ela me deixou, sem que eu pudesse sentir o sabor de seus lábios. Seria possível que ela apenas tenha passado por minha vida para brotar saudades em meu peito? Talvez ela tenha me ensinado a não criar mais expectativas e suportar meus próprios sentimentos, tão fervorosos e ao mesmo tempo tão calados.

Ainda lembro dos momentos em que a distância era amargamente tênue entre nós dois. Ainda que eu nunca tivesse ouvido seu coração, queria tanto que ela ouvisse de mim alguma prova de amor! A distância e a timidez, no entanto, nunca me permitiam falar.

Restou apenas a dúvida sobre o que ela sentia por mim e a certeza de que eu a amava de forma platônica. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dias vazios...


Procuro uma luz qualquer
No silêncio frio do meu quarto.
Qualquer sinal de esperança
Que venha preencher a alma!
São dias vazios os que percorrem meu destino...

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cicatriz


Ao perder-se na saudade,
Não há qualquer caridade
Que possa fazer feliz
A alma com cicatriz...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estrelas...


Brilhando aos olhos meus, cegos de paixão,
Estrelas rondam o vago céu da desilusão...
No despejar destes cansados versos,
Escaparia eu à dor de um amar incerto?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Pausa noturna


No deitar do dia,
A vida, que tanto corre,
Ao cessar dos passos...

Manhã de um sábado qualquer


A luz que apaga o silêncio
Vem acordar o sentir do dia,
Revelando, em seu caminhar,
Pedaços soltos de alegria...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Restos

O que restou do amor
Senão doses de rancor
Nesta vida já sem cor?
O sabor de cada dor...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Incerto

Deságuo, em versos,
Entre dores e paixões,
Um sentir incerto.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Meu pranto

Quando chega a saudade
À desgraça sussurrando,
Versos surgem sem vontade
No vazio do meu pranto...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Infância nas ruas

Olhe aquele menino, vagando pela esquina!
Vive entre restos de esperança e ruínas,
Carregando a realidade em suas costas,
Entre trapos e um futuro sem respostas...

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Alguém"

Em meio a tantos conflitos,
Buscando além do infinito
A paz em um mundo pintado
De sangue por todos os lados,
Sou um cidadão invisível
Daqueles que sonham no chão
Ou mais um corpo na rua estirado
Aos olhos cegos da população...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Escape

Jogar-me ao vento,
Esperando que a vida
Fuja do tormento.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

À musa

Anseio por teus anseios
Perdidos no olhar alheio...
Em vão, exposto, um desejo meu,
Do qual não notará o peito teu,
Existente pelo simples fato
Da utopia de tê-la ao lado...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ansiedade (haicai)

A mente avança
O seu tempo, ao vagar
Diante das horas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A velha praça (trova)

Espaço de convivência,
Com seus tons de nostalgia,
A praça tem paciência
Aos passos d’um novo dia.

O clamor da praça (trova)

Gerações que pisam hoje
Em um solo tão marcado,
Quem dera espelho fossem
Ao notar o seu passado!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Adentro (haicai)

O novo assusta
Os que sentem um vazio
Ao pisar no mundo.

Dias desertos (haicai)

Só, errante sou
O que sente um vazio
No correr do mundo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Caminho (trova)

Diante de tantas pedras
Restou-me seguir estrada
Desviando de mazelas
Na imensidão do nada...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O choro

O apelo que é chama
D’uma criança que chora
É inocência que clama
A paz que lhe foi embora.