Versos Cotidianos
Palavras podem não matar a fome, mas sustentam almas.
terça-feira, 5 de maio de 2020
Sociedade doentia
Zumbis hipnotizados,
Pelo ódio escravizados,
Imploram o retrocesso
Com máscara de progresso.
Tratam como messias um palhaço
Sombriamente sádico
Explorando um discurso “prático”
Onde basta o ódio escancarado.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
A ausência dos teus lábios...
No silêncio da noite,
Pensamentos a vagar...
Memórias vêm e vão,
Ao olhar para o luar
Refletido na desilusão.
Tento esquecer a dor
De não tê-la em meus braços
E, mesmo assim, amar!...
Dói pensar em perdê-la
Sem, ao menos, lhe beijar!...
Não saberei o sabor
Dos teus lábios, a desviar...
...Dos meus, que só queriam amar.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Solidão
É solidão o que bate
À porta do meu coração...
Fruto da ausência,
Incômoda desilusão...
Ao redor, apenas versos,
Como desabafos, dispersos...
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Vazio
Sentiu o vazio invadindo seu ser...
Como numa fuga, tentou esquecer
A pessoa com quem sonhava viver...
Do luto, restaram apenas versos,
Que escorriam dispersos,
Encharcando a folha de lágrimas,
Até que, de tanta dor, ficou imerso,
Rendendo-se ao vazio de um futuro incerto...
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Ao povo que luta
Erguem-se cansadas suas enxadas!
Quase mecânicas são as mãos inchadas
De um árduo caminho que se fez estrada...
Gritos clamam a hora de chegada
Mas o que ecoa é a ordem do patrão:
“Quem parar não ganha um pedaço de pão”
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Sol
Olhou da janela
O céu banhado de luz:
- Que dia de paz!
sábado, 30 de junho de 2012
Bênção
Com meus joelhos dobrados,
Encontro paz em meu ser.
Recebo d’Ele, calado,
Mais um dia “pra” viver!
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