terça-feira, 25 de maio de 2010

A indecisão humana

É uma eterna questão
Entre o sim e o não,
A flor e o canhão,
Suportando o conviver
Dentro do mesmo ser!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Vida incontrolável!

Escondi desse mundo de acaso
Uma vontade de viver qualquer,
Segura de qualquer decepção,
Guardada num quarto fechado,
No frágil conforto da reclusão!

Porém, ela avançou, indomada!
Jogando-me para fora do nada,
Aos poucos, fez da minha morada
Um mundo do qual tornei estrada!

domingo, 2 de maio de 2010

Uma ideia...

...Brotou de repente,
Alimentando a mente,
Num sentir clemente
A se propagar...

Voou, livremente,
A toda uma gente
Que se pôs a admirar!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Marcas

Passou-se um momento,
Deixando seu rastro
Em forma de lamento
Nas páginas que rasgo...

Já rasguei qualquer lembrança viva
Mas a mesma ainda me escraviza,
Como fantasma a me atormentar,
Indesejável a me acompanhar!

sábado, 27 de março de 2010

Memórias

No deserto campo
Em que habita a alma,
A invisível realidade!
Seria apenas brisa que bate
Ou calafrio de saudade?

Passada já por mim a brisa,
Restou apenas a lembrança
Que carece de esperança
De voltar a ser um dia carne...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Rastros

De passos errantes
Caminha a humanidade!
Entre zumbis ambulantes
E sanguínea vaidade.

Miséria herdada

Na esperança da colheita em pedaços
Caminha um povo manco, insustentado!
Massivamente explorado
E miseravelmente herdado...
Infrutífero suor que implora
Dessa gente, que calada chora
Na carne que tem agüentado
Resistir como se fosse gado...