Versos Cotidianos
Palavras podem não matar a fome, mas sustentam almas.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O ato
É arte o ato de sorrir!
Driblar a vida com a garra
Dos que têm de existir,
Num gesto revolucionário,
Sem jamais deixar-se cair
À tentação esnobe da dor
Em dias pesados a surgir
Na vida de um trabalhador.
sábado, 5 de novembro de 2011
Luz (trova)
Se memórias eu deixar
Na alma d'um novo ser,
Serei luz no caminhar
De um grão a florescer.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Amores perdidos (trova)
Dói no peito a saudade
Dos tempos em que o amor
Fez brilhar felicidade
A esta alma já sem cor.
sábado, 24 de setembro de 2011
Fé (trova)
Ao acaso ponho fé,
Com asas postas ao vento,
Para me manter de pé
Se bater-me um tormento.
sábado, 17 de setembro de 2011
Enfim (trova)
Já é hora de deitar!
Da lua, imposto fim.
O tempo vem repousar.
Vão-se os dias, enfim!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Um haicai só
Em tom de lamento,
Ter apenas a si mesmo:
Chaga por ser menos...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
O grito
- Onde estás, Amor?
E a noite fria ecoou,
Adentrando o vazio,
Minha dor exposta,
Sem deixar resposta
Ou ar de satisfação
Ao grito do meu coração.
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